Conexão com cavalo usando neurônios espelho

Desde 20 anos atrás, quando comecei a trabalhar conscientemente na filosofia do Horsemanship (relacionamento entre Homem e Cavalo do ponto de vista, tempo e linguagem do cavalo) , estudei com ótimas referências e delas sempre ouvi que cavalos espelham o cavaleiro, ou quem maneja.

Entendi que cavalos aprendem no alívio da pressão e não submetidos à ela todo o tempo, vivenciei que ninguém controla um cavalo (desde que ele não queira), que violência além de crime nada resolve de modo consistente, que devemos jogar o verbo controlar no lixo quando queremos lidar com cavalos e trocá-lo pelo verbo comunicar. Verbos indicam a ação! Nossa ação então muda de tom e de paradigma.

O que quero comunicar, como quero comunicar? Quando me comunico com o cavalo de modo correto, obtenho dele as respostas esperadas?

Ao longo do tempo fomos refinando essa abordagem, obtendo resultados incríveis desde o imprinting genômico de potros recém-nascidos, na escolarização (doma) e no trabalho regular. Sempre fixamos que aqui trabalhamos com base em confiança e cooperação.

A pesquisa constante, a observação das respostas, junto com a prática do trabalho montado nos levaram a conhecer estruturas neurais, chamadas neurônios espelho, identificadas em diferentes espécies e que se caracterizam por promover respostas imitativas de comportamentos, entre humanos, a empatia,  e muito dessa comunicação passa por linguagem corporal, estado de relaxamento x tensão, autoconhecimento, uma abordagem de igual para igual, garantindo ausência de adrenalina, já que sabemos o cavalo tem um olfato refinado e um desenvolvida memória olfativa (cheiros importam demais).

Avançamos na compreensão de que ajuda de rédeas equivale a 10% de um bom trabalho montado, que pernas e ação do quadril representam 90% … com isso retiramos há alguns anos embocaduras de diversos cavalos aqui, e onde fica evidente que a maioria das ajudas são mais úteis para o conforto psíquico do cavaleiro/amazona, do que para o cavalo em si, e recentemente começamos a experimentar uma equitação natural, sem selas, sem embocaduras e sem rédeas. 

É explosivo aos nossos olhos, como desse modo, os cavalos falam muito mais alto sobre como estamos, sobre nossa energia quando retiramos as ferramentas de controle e precisamos mergulhar para dentro de nós, tratar de cuidar da respiração, ter consciência da postura e passo seguinte, inevitável caminhar em direção à neurociência, porque sim, ela explica as bases desse novo estágio de comunicação que podemos chamar de neural entre nós e os cavalos.

O que são os neurônios espelho?

Os neurônios espelho são um grupo de células que foram descobertas pela equipe do neurobiólogo Giacomo Rizzolatti, e que parecem estar relacionadas com os comportamentos empáticos, sociais e os imitativos. Sua missão é refletir a atividade que nós estamos observando, ou realizando.

Após a realização de diversos estudos, comprovou-se que existe um grupo de células que se ativa no cérebro quando um animal ou um ser humano realiza uma atividade, e quando observa outros executarem uma ação, tendo uma representação mental da mesma. Daí vem a razão para utilizar a palavra “espelho”.

Um neurônio espelho, portanto, é uma célula nervosa que se ativa em duas situações:

1. Ao executar uma ação;

2. Ao observar alguém executar uma ação.

Em relação à segunda situação, o que acontece é que o neurônio reproduz a mesma atividade neural correspondente à ação percebida, mas sem realizar o comportamento de maneira externa, correspondendo a uma representação mental da ação. Ou seja, aquilo que se mobiliza é uma resposta neuronal refletida no cérebro.

Onde se Localizam os Neurônios espelho

Em humanos estas células se encontram localizadas no córtex frontal inferior do cérebro, perto da área da linguagem, permitindo aos especialistas estudarem a relação existente entre a linguagem e a imitação de gestos e sons.

Além disso, os neurônios espelho desempenham um papel fundamental na psicologia, relacionado à parte comportamental, como é o caso da empatia, do aprendizado por imitação, do comportamento de ajuda para com os demais, etc., demonstrando mais uma vez que nós somos seres sociais, inclusive em nossa atividade com outras espécies como os Equinos, no convívio, treinamento, trabalho  e esportes equestres.

Isso acontece porque, quando vemos alguém fazendo algo, automaticamente simulamos a ação no cérebro, é como se nós mesmos estivéssemos realizando aquele gesto. Isso quer dizer que o cérebro funciona como um “simulador de ação”: ensaiamos ou imitamos mentalmente toda ação que observamos.

Os neurônios-espelhos (Neuron Mirror) também são denominados de neurônios viso-motores. Estas células, são ativadas pela execução de uma ação simples, que seja direcionada a objetivos e que respondem igualmente bem à própria mão ou a outra pessoa – permitindo entender a base neural. O lóbulo parietal superior, o lóbulo parietal inferior e a parte dorsal do córtex pré-motor.

Quem descobriu os neurônios espelho

Giacomo Rizzolatti da Universidade de Parma

Os neurônios-espelho foram descobertos casualmente pela equipe do neurocientista Giacomo Rizzolatti, ( leia mais em https://www.ae-info.org/ae/Member/Rizzolatti_Giacomo) da Universidade de Parma, na Itália. O grupo colocou eletrodos na cabeça de um macaco, um aparato que permitia acompanhar a atividade dos neurônios na região do cérebro responsável pelos movimentos através de um monitor. Cada vez que o macaco cumpria uma tarefa, como apanhar uvas-passa com os dedos, neurônios no córtex pré-motor, nos lobos frontais, disparavam. Quando um aluno entrou no laboratório e levou um sorvete à boca, o monitor apitou (foi uma surpresa para os cientistas, porque o macaco estava imóvel). O mais intrigante é que sempre que o macaco assistia o experimentador ou outro macaco repetir essa cena com outros alimentos os neurônios disparavam.

“OS NEURÔNIOS-ESPELHO MUDARAM O MODO COMO VEMOS O CÉREBRO E A NÓS MESMOS, E TÊM SIDO CONSIDERADO UM DOS ACHADOS MAIS IMPORTANTES SOBRE A EVOLUÇÃO DO CÉREBRO HUMANO”

Mais tarde, exames de neuroimagem mostraram que nossa capacidade de ‘espelhamento’ nos permite compartilhar uma esfera comum de ação com os outros, dentro do qual cada ato motor ou cadeia de atos motores, sejam eles nossos ou dos demais, são imediatamente detectados e intencionalmente compreendidos antes e independentemente de qualquer mentalização”, observa Rizzolati.

Mais tarde a equipe do neurocientista Giovanni Buccino, da mesma Universidade de Parma, usou Ressonância Magnética Funcional (RMF) para medir a atividade cerebral de voluntários enquanto eles assistiam a um vídeo que mostrava sequências de movimentos de boca, mãos e pés. Dependendo da parte do corpo que aparecia na tela, o córtex motor dos observadores se ativava com maior intensidade na região que correspondia à parte do corpo em questão, ainda que eles se mantivessem absolutamente imóveis. Ou seja, o cérebro associa a visão de movimentos alheios ao planejamento de seus próprios movimentos.

“O cérebro é um órgão biológico complexo que possui uma imensa capacidade computacional: ele constrói nossa experiência sensorial, regula nossos pensamentos e emoções e controla nossas ações.”

Eric Kandel – Neurocientista Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina

Da minha observação no trabalho diário com cavalos, constatei que montando o mesmo cavalo e solicitando sempre do mesmo modo, quando montado a pelo e sem embocadura, o cavalo começou a se antecipar à solicitação como que sabendo qual seria o próximo passo. Quando montado com outro nível de energia ou solicitando de modo diferente as respostas mudam, podendo inclusive ir em direção a respostas de fuga-defesa, ainda eu no mesmo ambiente e com o mesmo cavaleiro.

Muitas pesquisas envolvendo os Neurônios Espelho foram realizadas desde a segunda metade dos anos 90, e até hoje, trata-se de uma das áreas da neurociência mais estudadas. Você pode estar se perguntando, qual o papel dessas células? Por que tal descoberta foi tão relevante? Bom, foi a primeira evidência mostrando que o cérebro possuía diversas células especializadas em “imitar” ou “espelhar” o comportamento do outro. Por isso, os neurônios espelho são entendidos hoje como a base fisiológica por trás de nossa capacidade de entender o comportamento, atitudes e emoções das outras pessoas, sendo fundamental para processos de aprendizado, empatia e nossas interações sociais.

Acontece que possuímos um subconjunto de neurônios espelho que reconhece expressões por exemplo, o sorriso, e recentemente pesquisas em Universidades da Europa e EUA, concluíram que os cavalos também tem essa condição, de ler a expressão facial de quem se aproxima e correlacionar essas expressões com emoções.

“Nosso conhecimento do motor e a nossa capacidade de ‘espelhamento’ nos permite compartilhar uma esfera comum de ação com os outros, dentro do qual cada ato motor ou cadeia de atos motores, sejam eles nossos ou dos demais, são imediatamente detectados e intencionalmente compreendidos antes e independentemente de qualquer mentalização”, Giacomo Rizzolati, Neurofisiologista Italiano.

Em pesquisas posteriores, ficou evidenciado que em nós, estes neurônios são ativados quando imitamos algo ou alguém, complementamos ações ou quando apenas, e tão simplesmente, imaginamo-nos realizando estas mesmas ações (prova do poder de uma mente imaginativa – Teoria do dr. Bob Deutsch).

Novos estudos do cérebro mostram que o líder pode melhorar o desempenho do grupo se entender a biologia da empatia. Entre equinos isso pode explicar o comportamento de “amadrinhamento” com a égua alfa, ou ainda o amadrinhamento com cavalos em quem eles confiam.

O neurocientista DANIEL COLLEMAN, autor do livro Inteligência Emocional (editado em 1995), publicou nestas páginas seu primeiro artigo sobre inteligência emocional e liderança.

Posteriormente cientistas descobriram que a dinâmica “líder-seguidor” não se resume a dois (ou mais) cérebros isolados reagindo de forma consciente ou inconsciente um ao outro. De certa forma, o que ocorre, antes, é uma fusão dessas mentes num único sistema. A nosso ver, um grande líder é aquele cujo comportamento explora magnificamente esse sistema de interconexão cerebral.

Quem já observou o comportamento de manadas de equinos a campo, consegue traçar uma série de indicadores a respeito do perfil e da natureza da liderança da égua alfa, como ela se manifesta, em que situações, como ela une, organiza, protege o grupo e coloca limites internamente.

Seguidor literalmente espelha o líder

Há evidências de que o cérebro está salpicado de neurônios que imitam, ou espelham, gestos de outros seres. Essa categoria de célula cerebral, até então desconhecida, age como um “Wi-Fi neural”, permitindo que a pessoa se oriente em seu mundo social. Ao captarmos — de modo consciente ou inconsciente — os sentimentos do outro através de seus gestos, nossos neurônios-espelho reproduzem tais sentimentos. Juntos, esses neurônios podem gerar uma sensação instantânea de experiência compartilhada.

Para onde vc olha vc dirige o cavalo

Tanto quando os treinamos do chão (trabalho de baixo ou de solo), quando quando estamos montados, está comprovado que o cavalo sabe para onde olhamos e capta essa informação junto com outras da linguagem corporal como indicador da direção a seguir. Já vi na abordagem do gado sem estresse (stockmanship) que em um curral, o líder fixa o olhar no boi que primeiro faz contato visual com ele e para onde ele olha, esse mesmo boi se dirige e a partir daí leva o rebando em movimento coordenado. Sem um som, sem toque, sem violência, sem fuga, sem estresse.

Quando nos aprofundamos no conhecimento das neurociências e os aplicamos no cotidiano com cavalos, de modo organizado e consciente, com certeza os conjuntos atingirão outro patamar.

A evolução do Horsemanship , passa pelo refinamento desta comunicação, do conhecimento da fisiologia cerebral do cavalo, permitindo que esta relação entre indivíduos de espécies diferentes evolua  com alegria, segurança, confiança e sutileza, sem perda da qualidade atlética, do desempenho ou resultados.“(JLJ)

Em breve este artigo continua numa segunda parte onde quero tratar de apresentar um método para construir essa abordagem com nossos parceiros milenares

Referências Bibliográficas:

Rafael Colombo – no site www.vitallogy.com

Profissional de Educação Física CONFEF- Mestrado e Doutorado em Fisiologia, título obtido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas

José Roberto Marques coaching na página do blog https://www.jrmcoaching.com.br/blog/neuronios-espelho/

Giacomo Rizzolatti – da página Academia Européia https://www.ae-info.org/ae/Member/Rizzolatti_Giacomo

1975 – Professor Associado de Fisiologia Humana, Universidade de Parma

1975-1980 Professor de Fisiologia Humana, Universidade de Parma

1980-1981 Professor Visitante, Departamento de Anatomia, Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, EUA,

desde 1981 professor de fisiologia humana da Universidade de Parma

O caminho da mente de seu cavalo é incrível

Uma das minhas principais referências no Horsemaship foi e ainda é Tom Dorrance e tudo o que ele dizia e fez. Além dele, e de seu irmão Bill, me referencio em Ray Hunt (que iniciou mais de 10 mil potros, como que vivenciando as experiências junto e do ponto de vista deles), Buck Branaman, um dos mais inspiradores e no Brasil, Eduardo Borba. Estudei muito os ensinamentos de Tom Dorrance e seu livro True Horsemanship Trough Feel é sem dúvida um guia para a vida com cavalos.

Ele disse algo no sentido como “as pessoas deveriam ser obrigadas a liderar seu cavalo apenas por um fio”. Eu acho que se as pessoas tivessem que fazer isso, elas perceberiam que é sobre comunicação, não sobre controle. E nos nossos cursos, na segunda aula, quando falo de embocaduras e rédeas, vejo que a grande maioria das pessoas associa essa ajuda a -“como faço para controlar melhor o meu cavalo ?”

E eu respondo entenda como o cavalo aprende e como ele se comunica conosco todo o tempo. Monte melhor. Monte com o corpo (90% assento-quadril e pernas) e (10% é sobre rédeas), monte com a mente e com o espírito.

Basta para elas perceberem que falamos todo o tempo sobre comunicação com o cavalo, baseando todas as ações em sentir o que eles sentem, ver o mundo como eles vêem e em cima de solicitação e alívio no exato instante que “te perguntam” : – é isso que vc está pedindo? E ao aliviar vc responde sim, é disso que estou falando.

E toda a relação com eles passa a se construir em cima de confiança e cooperação em vez de medo, dor e submissão.

O que você está conseguindo oferecer ao cavalo? O que você está conseguindo sentir quando trabalha ou se diverte com ele? E elas passam a se concentrar mais no que dão ao cavalo do que no cavalo em si. Muita gente monta e fica olhando a nuca do cavalo, esquecendo que os olhos dele são laterais e ele está te vendo e passa a desconfiar de suas reais intenções (controle) e não, não é apenas sobre quantas coisas você pode dar para “fingir” que você tem um relacionamento.

A maior importância deve estar em preservar o espírito dos cavalos, ensinava Tom Dorrance. Quantas vezes, em diferentes escolas equestres vemos desde a iniciação do potro, “domadores” falando e fazendo coisas para “quebrar o espírito deles”?

Os verdadeiros relacionamentos significativos são construídos sobre o que você contribui para o espírito e a sensação de bem-estar dos outros. Então, assim como um relacionamento com outro humano ou uma criança, por exemplo, na vida escolar dela, existem muitas vezes, o reforço negativo, o reforço positivo, ensino, aprendendo um com o outro, comunicação, respeito, simplesmente ser e experimentar um pelo outro , passando por boas e más experiências juntos e aprendendo com eles. 

Foi por essa razão, que meu segundo livro teve como título “Aprendendo com o Cavalo-Você pergunta e ele ensina”.

Pense agora sobre outros relacionamentos, porque é isso que você está criando com o seu cavalo. Eles são seres senscientes; tem pensamentos, sentimentos, mente e espírito. Respeite-os nisso …

O que realmente importa é o que o cavalo realmente sente e percebe sobre quais são nossas intenções e emoções por trás do que estamos fazendo. Não é sobre o que se fala, mas sobre o que se faz. E comunicamos isso a eles, muitas vezes, inconscientemente, pelo cheiro de adrenalina que exalamos e eles sentem – o cheiro do perigo que está gravado em sua memória ancestral, você quer controlar o cavalo e exala o cheiro da onça quando o ataca. Isso desmente todas as boas intenções para ele.

Leve com o seu coração … leia o seu cavalo … Sinta o que ele sente. Isso é mais do que empatia, é respeito pelo ser que te leva onde você propõe; e respeito, do latim res scipiere significa mantenha a devida distância e aqui é traduzido como aceite que ele responda no tempo que ele precisa para confiar em você.  E você será guiado no melhor caminho para a mente do seu cavalo.

Ensinamentos de Tom Dorrance, sempre úteis e vivos, afinal ele é um clássico do Horsemanship

Ajuste-se  para cada situação. 

Observe, lembre-se, compare

Concentração, Coordenação, Reflexos

Influencie a Mente

Crie um caminho de entendimento com eles

Você não ensina nada ao cavalo mas, permite que ele aprenda e você estará aprendendo com eles

Veja os benefícios das cavalgadas externas ao seu local de treinos

 

Para quem pratica hipismo, ou modalidades clássicas, montando sempre numa pista de treinos, aberta ou coberta, você e seu cavalo entram em um condicionamento inconscientemente, de fazer sempre o mesmo.

Uma simples saída exterior ao seu local de treino, de preferência numa zona rural, por estradas calmas e trilhas em florestas, principalmente se for uma cavalgada de lazer e descontração, subindo e descendo morros, é sempre muito benéfico para ambos.

O trabalho externo, de preferência com subidas, descidas, em ritmo de marcha (trote) e passo faz bem ao condicionamento aeróbico do cavalo e é claro, combate o estresse, com novos desafios mentais para ambos, além de promover uma integração, confiança e sintonia entre você e seu cavalo.

Um ganho importante e gradual que os terrenos irregulares, paisagens diferenciadas traz , indo gradualmente para maiores distâncias e terrenos mais intensos é o ganho de força e equilíbrio do cavalo

Se você incluir externas no seu programa de treinamento, notará um cavalo mais confiante, seguro depois de algumas saídas e com bons resultados quando de volta à pista ou arena de treinos.

Além disso, se fizer essas trilhas com amigos há um ganho social importante. Juntos, os conjuntos riem, reforçam laços, trocam experiências sobre o trabalho e o lazer com seus cavalos. Nossa experiência mostra que as amizades nascidas sobre o cavalo são sólidas, duradouras e ricas por estarem sobre um fator de afinidade e afetos comuns.

Alguns especialistas daqui e e de fora confirmam essa opção.

A maioria das arenas são obviamente planas, e pode ser difícil de trabalhar todos os diferentes tipos de músculos no corpo do seu cavalo. Se você tiver sorte o suficiente para estar em uma área com morros, você pode facilmente dar seu cavalo um treino de corpo inteiro. “Trabalhando em um gradiente de subida ativa os músculos propulsiva em patas de seu cavalo,” Hilary Clayton, uma veterinária que fez extensa pesquisa sobre a biomecânica de equinos e locomotores, programas de condicionamento para equinos atletas, afirma que “caminhando lentamente para baixo com seu cavalo você , tendo compreensão do centro de gravidade do conjunto ativa os músculos das escápulas e o contrações e flexões do músculo longuíssimo dorsal.”
Só não demore ao longo de uma rédea solta o tempo todo. Nestas exteriores você consegue trechos de relaxamento do pescoço (como fazem em rédeas) e precisa mais adiante reunir o cavalo, trabalhar bem suas ajudas de perna e nas subidas e descidas engajar o cavalo.
Você pode ganhar muito em impulsão, um dos principais fundamentos de primeiro nível, ao caminhar subindo e descendo morros, trotar até na subida de colinas. Eu, no entanto, recomendo evitar marcha acelerada em descidas porque força os joelhos anteriores, sobrecarregando o peso nos anteriores.
Além disso, realizar trabalho constante em terreno irregular requer confiança, que pode ser adquirida por vivê-la na prática, em ambientes fora da zona de conforto. Gradualmente aliviar, primeiro com pequenas colinas e só depois gradualmente nas mais acentuadas, para melhorar a força e equilíbrio, sua e de seu cavalo.
Cavalgadas que enfrentam colinas acentuadas e trabalho de reunião nestes terrenos não devem ser feitos todos os dias, porque os músculos do cavalo precisam de tempo para se recuperar.
Assim, uma a duas vezes por semana, em condições alternadas, colinas leves, campo aberto, colinas fortes, trilhas em florestas, essas alternâncias ajudam sem sobrecarregar o animal e num ritmo que a atividade aeróbica dele seja cuidada, de modo que aumenta a circulação, a ventilação e o transporte de hemoglobina nos músculos.
Andar através de diferentes tipos de terreno, incluindo subir e descer morros e em uma floresta, pode ajudar a refinar você e os músculos do seu cavalo… e uma mudança de cenário pode dar-lhe uma nova perspectiva sobre a sua formação e confiança uns nos outros.

Ajuste da sua posição e da sua conexão com o cavalo

Passeios fora, também são uma ótima maneira de melhorar a consciência corporal de ambos e melhorar seu assento e posição.
Porque o terreno variável requer que você ajustar seu peso constantemente para permanecer em equilíbrio com o cavalo, este é um excelente exercício de reforço para os pilotos, também. Nas colinas, você precisa ficar mais leve no seu lugar, mantendo o peso das costas do seu cavalo.
Cavaleiros de adestramento também podem ver os enormes benefícios para a sua posição quando deixam o ambiente da pista. Permitir a beleza da floresta para inspirá-lo a sentar-se um pouco mais alto na sela, mesmo desafiando-se para olhar para os topos das árvores para ajudar com sua postura. Concentre-se em ficar aterrado em seu assento durante o curso em que seu cavalo está te mostrando sobre o equilíbrio.

Ajuda a evitar lesões

Estruturas como como os tendões flexores e suspensores puxados em movimentos repetitivos numa pista ou arena, podem sofrer e sofrem lesões, desgastes e até rupturas, além de dores musculares e contraturas. Isso acontece com as pessoas que realizam sempre os mesmos movimentos.
Isso é uma consequência do uso das mesmas partes do corpo, sempre da mesma maneira repetida, volta a opinar Hilary Clayton. O risco de lesões e desgaste é reduzido, variando o tipo de exercício, trabalhando seu cavalo em diferentes superfícies e terrenos e alternando dias fáceis entre exercícios difíceis.
Outra coisa a considerar é a mudança drástica entre dois diferentes tipos de equilíbrio.
Quanto mais preparados, você e seu cavalo, sentirão mais confiança mental e fisicamente aptos estarão para a tarefa na pista. A longo prazo, preparando corretamente seu cavalo para cada evento, também irá ajudar a mantê-lo feliz, saudável, ajudando a estender sua carreira competitiva.
Se possível, certifique-se de que seu cavalo está bem familiarizado com quaisquer novos tipos de superfícies de base antes de você entrar de cabeça numa prova. Se você vai para uma competição de salto, por exemplo, que tem piso de grama, certifique-se de seu cavalo é usado para realizar nesse tipo de superfície, se ele treina normalmente em uma pista de areia em casa, devem ser programados alguns saltos em um campo, antes das provas de areia tempo para garantir que ele se sinta-se confiante e pronto para o trabalho num terreno novo, de grama. Uma saída às vezes em campo aberto ajuda nisso.

Criando confiança

Equitação em trilhas e estradas fortalece seu relacionamento com seu cavalo, fazendo o trabalho na pista muito melhor. Com uma formação consistente, positiva, logo nestes ambientes onde vocês cruzarão no caminho com cães, passarão por bandeirolas, veículos de diferentes alturas (caminhões de serviço, micro ônibus escolares, motos, ciclistas, barulhos e outros cenários “assustadores”, ficarão no passado.
Ao passar por estas situações o modo como seu cavalo olha para você como seu parceiro, para ajudá-lo a ser confiante… tanto dentro como fora da pista, irá mudar. Lembre-se que seu cavalo, de início tem direito de assustar-se com quase tudo, você lendo a situação, deve antecipar-se a ele, permanecer calmo (a), e mostrar com sua energia baixa que ele não está tão em risco como imagina.
Porque passeios incluem frequentemente algumas situações assustadoras — pelo menos da perspectiva do cavalo — ensinando seu cavalo que ele precisa ouvir seus auxiliares e confiar em você como seu líder, não importa onde você está, pode ajudar. Estas vivências são oportunidade para traduzir ao cavalo que você é uma liderança confiável e confiante o que aumentará e muito a capacidade de resposta na arena e você irá criar um melhor vínculo com seu cavalo.
Quando elas melhoram sua agilidade natural, realmente ajuda a sua capacidade de se adaptar a qualquer coisa que aparece em um curso complicado ou para recuperar-se de um passo em falso.

Sinais indicativos de lombalgia no seu cavalo

Este artigo é baseado no trabalho de Erica Larson, editora de notícias, e bacharel em jornalismo com uma especialidade em ciência equina da Michigan State University em East Lansing. Uma nativa de Massachusetts, ela cresceu na sela e já se envolveu em uma variedade de disciplinas. O trabalho foi apresentado na Convenção AAEP 2018, comportamento, comportamento & manipulação, cuidados com o cavalo, lesões & claudicação, claudicação, Medicina do esporte, bem-estar e indústria

Indicadores comportamentais de dor em cavalos montados

Seu cavalo pode dar um salto adiante ou acima se um inseto morde, agitar sua cauda se você der um toque com chicote em seus quadris, ou mostrar o branco dos olhos dele, se ele ver um objeto muito assustador. Mas, um pesquisador informou recentemente que, se esses comportamentos se tornarem um hábito, especialmente sem provocação, seu cavalo está provavelmente tentando te dizer que ele está sofrendo.

Daí nos insistimos em que você aprenda a observar seu cavalo, em repouso e naturalmente bem, observando suas expressões faciais, como estão seus músculos, sua atitude geral para quando , depois do trabalho ou montado, você obervar indicações diferentes, isso é uma pista para investigar problemas, como dores.

Em uma série de estudos durante os últimos anos, Sue Dyson, MA, MB de veterinária, PhD, DEO, Dipl ECVSMR, FRCVS, chefe da clínica de Ortopedia de Saúde Animal em um centro para estudos de equinos, em Newmarket, Inglaterra e seus colegas desenvolveram e validadaram um etograma para cavalos montados— ou seja, criaram um catálogo de comportamentos que um cavalo pode exibir sob a sela e o que eles significam. Ela projetou o etograma para ajudar a identificar a baixa qualidade do andamento, a claudicação ou dor em cavalos montados.

Em seu mais recente estudo, Dyson comparou escores de dor e comportamento do cavalo antes e depois do diagnóstico e analgesia (bloqueios dados durante um exame de claudicação) para ver se indivíduos sem formação específica sobre o etograma poderiam usá-lo para reconhecer confiavelmente indicações de dor em cavalos trabalhando sob a sela. Ela compartilhou os resultados em 2018 na Convenção Americana da Associação de Praticantes de Equitação, realizada de 1 a 5 de dezembro em San Francisco, Califórnia.

“Proprietários e treinadores muitas vezes são desatentos em reconhecer a claudicação,” especialmente se é sutil, disse Sue Dyson. “Problemas de desempenho são muitas vezes rotulados como relacionados ao treinamento, comportamental ou ‘apenas é como ele sempre foi.’

“Cavalos estão tentando se comunicar conosco”, acrescentou. “Precisamos aprender a ouvir e ler o que eles nos contam”, é também o que repito aqui no Rancho como um mantra nos ouvidos dos proprietários, tratadores, treinador, Veterniário, Ferrador que nos atendem. É como uma regra de ouro aqui: Aprendam e Ler os Cavalos.

Sue Dyson disse que o etograma original do cavalo montado continha relacionados 117 comportamentos. No estudo atual ela e colegas focaram em 24 comportamentos, identificaram-se como mais estreitamente associados com dor (ver abaixo). Ela disse que a presença de oito ou mais destes marcadores provavelmente reflete a dor músculo-esquelética. Leia as indicações abaixo e confira no seu cavalo antes e depois de montar.

No estudo de Dyson tinha um avaliador treinado em como aplicar o etograma e 10 assessores destreinados (dois estagiários de veterinário, um médico Júnior, cinco técnicos de veterinária e duas enfermeiras veterinárias). Cada um dos assessores assistiu vídeos de 21 cavalos, montados trabalhando em trote e galope em ambas as direções por pilotos profissionais, antes e depois do diagnóstico e analgesia (total de 42 vídeos). Os vídeos foram apresentados em uma ordem aleatória, ela disse.

Eles tinham de aplicar de forma binária um SIM ou Não para cada comportamento e para a presença do comportamento,” acrescentou.
Os cavalos no estudo tinham vários diagnósticos de claudicação unilateral ou bilateral em frente e/ou os membros posteriores, ou com dor sacroilíaca.
Antes de os veterinários administrarem a analgesia diagnóstica, o avaliador treinado identificou de três a 12 (com uma média de 10) Indicadores comportamentais de dor em cavalos montados, Dyson disse.
“Os assessores destreinados também tiveram reduções significativas em indicações de comportamento para todos os cavalos após a resolução da dor,” ela disse.

Além disso, “a redução na pontuação do comportamento verifica uma provável relação causal entre dor e comportamento,” ela disse.
Dyson e seus colegas analisaram também o quanto os avaliladores estavam de acordo — quantas vezes viram independentemente as mesmas conclusões sobre Indicadores comportamentais de cavalo:
• Estavam de Acordo os avaliadores destreinados para cavalos coxos;
• O de Acordo entre o assessor treinado e os avaliadores destreinados para cavalos coxos foi moderado; e
• Após diagnóstico e analgesia, houve um ” de acordo” justo entre os avaliadores destreinados e ligeiramente sem acordo entre os avaliadores destreinados e o avaliador treinado.
Com base nesses resultados, Dyson concluiu que ambos avaliadores treinados e destreinados podem usar o etograma do cavalo montado para identificar a provável presença de dor músculo-esquelética. No entanto, médicos veterinários, proprietários, treinadores e outros que poderão usá-lo requerem educação sobre o uso do etograma para obter melhores resultados, ela disse.

Sincronizar sua respiração com a do Cavalo ajuda você a perceber outros detalhes

As pessoas que praticam equitação aqui no Rancho, e os que se inscrevem em nossos cursos ouvem com frequência eu falar: – aprenda a sentir o seu cavalo, ele fala com você todo o tempo.
Para muitas dessas pessoas preciso explicar mais e mais vezes. Seu cavalo não é uma moto, uma máquina, um robô. Ele sente, ele faz escolhas e ele diz se o que você está fazendo está certo ou não.
Mas, às vezes, sinto como se houvesse uma dificuldade em traduzir isso, ou talvez uma teimosia quase do tipo… “deixa eu fazer como quiser”. Afinal nesse último caso, que felizmente ocorre poucas vezes aqui, quem paga é o cavalo fisicamente e o dono com gastos extras para tratamentos de contraturas musculares, para retreinamento do cavalo, ou das contusões, batidas, torções, distensões que acabam acontecendo.
São muitos os exemplos do cavaleiro/amazona que monta sem perceber seu cavalo e sem se perceber em cima dele.
Do chão, por exemplo, no redondel que é uma sala de aula, a pessoa entra com o cavalo e alguns acham que se trata apenas de “rodar o cavalo”… para direita e para esquerda. Perdem a oportunidade de refinar o olhar, observar os sinais, então vamos lá: redondel é sala de aula e é uma oportunidade de chegar no cavalo de igual para igual.
Se colocar pressão demais ele dispara, se bate na parede e a pessoa, em automático, continua vibrando uma vara ou pingalim e não se comunica e nem dá qualquer feedback ao cavalo… que acaba não levando a sério e faz o que quer: puro tempo perdido que atrapalha e confunde o cavalo.
Eu alerto! Olhe o cavalo se movimentando, olhe as expressões dele, sinta o tempo dele, ele te pergunta :- ei o que vc quer eu faça? O cavalo pode estar tentando contato visual, pode mastigar com a boca vazia, pode bascular o pescoço e é como se falasse sozinho. A pessoa continua em si mesma… apertando, pondo mais pressão e perde a oportunidade de relacionar-se com o cavalo, de sentir o que ele sente, de criar elos de confiança.
Montada, a pessoa não se percebe em cima, se está na posição correta, se o centro de gravidade está alinhado, se está torta e o cavalo se entortando para compensar, não tem consciência da sua respiração, que dirá a do cavalo.
O cavalo tem de atuar equilibrado, seus movimentos são harmônicos, sua frente fica leve. “Pequenos” detalhes como perder uma ferradura , um escorregão com os posteriores, podem ter consequências físicas mais sérias. Está andando em um local cheio de pedregulhos ou pedregoso, acho que não custa dirigir o cavalo para um trilho mais limpo para que as pontas das pedras não causem concussão na sola, se uma destas pedras entra na ranilha ou fica presa no ferro, a dor é grande , ele vai mancar e isso pode fazer ele ficar em repouso semanas.
Claro que um pé com sapato e outro sem, o cavalo vai mancar. A cada pisada (a escápula que está acima do ombro no dianteiro ou na ponta do quadril no posterior vai subir mais), ele vai pisar e abaixar a cabeça a cada passo, isso deve ser visto, observado e sentido se você equita a favor do seu cavalo e não contra ele. Se você está em modo automático, coitado do cavalo.
Se o cavalo começa a balançar demais a cabeça, alongar de modo anormal o pescoço, abaixar a cabeça, ele está indicando um desconforto, dor, necessidade de buscar oxigênio, pode estar com dor na boca .. você já se pegou dirigindo um carro numa longa estrada e quando percebe está apertando o volante com muita força que está até doendo a mão? Imagina essa pressão na rédea? Na boca do animal? Pode também ser pontas de dentes, o que dói também.

Observe quando seu cavalo está tranquilo na cavalgada, trilha ou pista. Como ele se movimenta? Qual seu padrão de comportamento? Fica fácil ver quando sai do conforto. Mas se para você tanto faz, monta e sai na base do vamos que vamos, yeahh… yeah.. você nem vai perceber as anormalidades porque você não percebeu antes quais eram as atitudes dele, no conforto.
Então algumas dicas e truques para você se perceber em cima do cavalo. Com a panturrilha colada no cavalo sinta a respiração dele, relaxe a rédea, alongue o pescoço e a nuca, e com a postura correta respire profundamente na mesma frequência que ele e observe as respostas, olhe no horizonte por cima da cabeça no entre orelhas.

É incrível como as pessoas desconfiam dos cavalos e criam o vício de ficar o tempo todo de cabeça ou olhar baixo fixando a nuca do cavalo. Isso os confunde, os atrapalha eles ficam com as orelhas voltadas para o cavaleiro e não para o ambiente. Esperam por uma ação que nunca vem.
Estando montado, mantenha o tronco ereto, mas não rígido, relaxe os braços, imagine um rolo de papel alumínio embaixo dos braços um pouco acima do cotovelo, o rolo não pode cair e não pode ser amassado.
Imagine agora em cima de cada ombro um objeto, que se você entortar a sua coluna o objeto cai e quebra. Mantenha os ombros alinhados como um cabide. Relaxe a sua região lombar. Equitação também pode ser uma atividade aeróbica, você mexe com vários grupos musculares. A maioria das pessoas no cavalo esquece de respirar profundamente o que só trará ganhos para a sua saúde.
Vai montar? Retire dos bolsos carteiras, celulares, chaves, tudo isso só atrapalha e faz você se entortar em cima do cavalo. Ajude seu cavalo a trabalhar bem e com satisfação, com você. Seja um equitador mais consciente.

Dieta Energética: Escolhendo o combustível apropriado para o desempenho do cavalo

Traduzido e baseado em artigo sobre a pesquisa de JOE D. PAGAN
KER – Kentucky Equine Research, Versailles, Kentucky 2016

INTRODUÇÃO

No Brasil, a quase totalidade dos concentrados (rações) para equinos adota como fonte de energia o amido. Nessa pesquisa somos alertados para as consequências bioquímicas no organismo e sistema digestório dos Equinos sobre o processamento desta energia e quais as possíveis fontes alternativas de melhor qualidade.
Muitas vezes os treinadores e cavaleiros de animais de alta performance recorrem à suplementações energéticas que trazem justamente outras fontes.
A questão é, se não seria melhor para a qualidade de vida dos cavalos, se os fabricantes de rações (aquelas com “grife” ou não), não poderiam implementar a substituição gradativa destas fontes ou lançarem linhas diferenciadas para cavalos de alta performance que utilizem destas fontes mais nobres para o cavalo, porque é claro que existem rações de alta performance, mas eles apenas aumentam a quantidade disponível de grãos ou amido nestas fórmulas, o que aumenta a incidência de casos de úlcera gástrica e outros problemas.. como fica demonstrado nesta excelente pesquisa coordenada por Joe D. Pagan no Kentucky.
O debate está aberto com objetivo de melhorarmos a qualidade de vida e o metabolismo dos cavalos de alto desempenho.

APRESENTAÇÃO

Quando se trata de necessidades nutricionais, o desempenho dos cavalos está em uma classe própria.
Éguas de reprodução precisam de grandes quantidades de proteína de alta qualidade e minerais para crescer um grande potro saudável durante a gestação e produzir galões de leite rico em nutrientes diariamente durante a lactação.
Da mesma forma, jovens cavalos requerem muita proteína e minerais para adicionar centenas de quilos de músculo e ossos durante seu primeiro ano de vida.
Cavalos de alto desempenho devem produzir uma coisa..—locomoção rápida por mais tempo…–e isso requer muita energia. Enquanto eles certamente têm um requisito para outros nutrientes, e a dieta formulada para alto desempenho dos cavalos geralmente começa e termina com energia.
Os cavalos selvagens, sobreviveram por pastejaento em pastagens de qualidade relativamente pobre. Seu sistema digestivo evoluiu para utilizar eficientemente este tipo de dieta, mas suas exigências nutricionais também foram bastante baixas.
Muitos cavalos atletas de alto desempenho de hoje têm requisitos de energia que não podem ser satisfeitos por forragem sozinha. Este artigo vai rever as melhores fontes de energia para os cavalos de desempenho e fazer recomendações sobre como minimizar os problemas relacionados com a alimentação.

GERAÇÃO DE ENERGIA DURANTE O EXERCÍCIO

Cavalos de desempenho executam uma ampla gama de intensidades de exercício e durações diferentes. Isto pode variar de alta velocidade de corrida em velocidades até 40 mph (64 km/h) para distâncias curtas, a endurance racing (enduro equestre) em velocidades de 11 a 15 km/h (18-25 km/h) por 100 milhas (160 km) elaborar o trabalho onde cavalos puxar ou carregam pesos e cargas por quantidades variáveis de tempo. A força motriz básica por trás de todos esses diferentes tipos de equinos de desempenho é a conversão de energia quimicamente ligada da alimentação em energia mecânica para músculos e movimento.
Porque os cavalos não comem continuamente enquanto exercem suas tarefas, a alimentação de energia deve ser armazenada no corpo do cavalo para posterior liberação.
Existem várias formas diferentes de armazenamento que o cavalo pode utilizar, incluindo glicogênio intramuscular e triglicerídeos e extramuscular depositado em “lojas” tais como o tecido adiposo e fígado – glicogênio.
Muitos fatores determinam a proporção de energia derivada de cada forma de armazenamento, incluindo velocidade e duração do trabalho, alimentação, fitness, composição da fibra muscular e idade do cavalo.
A Capacidade de trabalho varia de acordo com a taxa à qual energia (adenosina trifosfato, ou ATP) é fornecida para ser utilizada pelos músculos para realizar as contrações. A maneira mais direta da ATP ser liberada é pela clivagem de creatina fosfato (CP).
No entanto, desde que o músculo contém apenas pequenas quantidades de CP e ATP, os suprimentos são exauridos depois de uma curta duração do exercício. O exercício prolongado não seria possível, a menos que houvesse maneiras para ATP ser ressintetizada no mesmo ritmo em que foi usada.
Duas reações são fundamentais para ressintetizar ATP.
* Na primeira, a fosforilação oxidativa decompõe carboidratos, gorduras e proteínas em energia (ATP), com a participação de oxigênio. O uso de oxigênio isto qualifica como uma reação aeróbica.
* Na segunda, a glicólise quebra a glicose ou glicogênio em ácido láctico. Esta reação não usa oxigênio e é do tipo anaeróbico.
Grandes quantidades de energia podem ser derivadas da utilização intramuscular (triglicéridos e glicogênio) e combustíveis extracelulares (ácidos graxos livres de adiposo) e glicose do fígado. A quantidade total de combustível armazenada em um cavalo (450 kg) de 1.000 lb é mostrada na tabela 1.

TIPOS DE FIBRA MUSCULAR

O cavalo tem três tipos básicos de fibras musculares:
tipo I,
IIA e
IIB.

Esses tipos de fibra têm diferentes características contráteis e metabólicas (veja na tabela 2).
Fibras do tipo I são fibras lento-contratantes, enquanto tipos IIA e IIB são para contrações rápidas. O tipo I e fibras IIA têm uma alta capacidade oxidativa e podem, portanto, utilizar combustíveis por via aeróbica, enquanto tipo IIB fibras têm uma baixa capacidade aeróbica e tendem a depender de glicólise anaeróbica para geração de energia. Todos os três tipos de fibra são muito ricos em glicogênio, enquanto um único tipo I e II tem armazenamento de triglicérides (gorduras).

UTILIZAÇÃO DE SUBSTRATO DURANTE O EXERCÍCIO

A quantidade de ATP usada por um músculo depende diretamente de quão rápido ela está se contraindo. Enquanto caminhava, os músculos contraem-se muito lentamente e gastam relativamente pequenas quantidades de ATP. Durante este tipo de exercício, as fibras de tipo I principalmente são recrutadas e a geração de energia é inteiramente aeróbica.
A esta velocidade, o músculo queima gordura predominantemente. Depósitos de gordura são abundantes, e podem ser mobilizados e metabolizados rápido o suficiente para regenerar a quantidade de ATP que é usado em uma caminhada.
Como aumenta a velocidade de uma caminhada de um trote e para um canter, as fibras de tipo I sozinhas já não são capazes de contrair rapidamente o suficiente impulsionar o cavalo. Neste ponto, as fibras de tipo IIA também são recrutadas. Estas fibras também são aeróbicas, mas eles usam uma combinação de glicogênio e gordura para a geração de energia. Glicogênio (ou glicose) pode ser metabolizado por via aeróbica duas vezes mais rápido que a gordura para a geração de ATP e em aumentos de velocidade, a gordura torna-se simplesmente um combustível muito lento para geração de energia.
Quando o cavalo aumenta a velocidade de um galope rápido, as fibras tipo IIB são recrutadas e a geração de energia já não permanece puramente aeróbica. Entra a Glicólise anaeróbia que é a via metabólica mais rápida disponível para gerar ATP e o cavalo deve depender fortemente dela para manter altas taxas de velocidade.
Glicólise anaeróbica, no entanto, resulta em acúmulo de ácido láctico e a fadiga logo se desenvolve e o pH do músculo começa a cair.
O cavalo de resistência normalmente viaja a velocidades que podem ser mantidas quase inteiramente através de geração de energia aeróbica.
Apenas durante a escalada de uma colina e por intervalos curtos a demanda de ATP do cavalo também é ótimo para regeneração aeróbica. Fadiga em cavalos de resistência é muito mais provável que resultam de depleção do glicogênio do que de acúmulo de ácido láctico.
Em Cavalos de corrida, e muitos dos cavalos ocidentais de alto desempenho exercem atividades em intensidades muito mais elevadas.
Estes cavalos dependem fortemente da glicólise anaeróbica para geração de energia e a fadiga é mais provavelmente como resultado de depleção de acumulação, ao invés de glicogênio ácido láctico.

A Utilização de substrato no cavalo pode ser investigada por meio de técnicas de biópsia de ambos, do músculo e do fígado. Essas biópsias são seguras e podem ser tomadas várias vezes para determinar quanto glicogênio muscular é usado em diferentes intensidades de trabalho. Além disso, as substâncias no sangue e gases respiratórios pode ser usado para pintar um quadro metabólico de utilização de substrato durante as diferentes intensidades de exercício.
O músculo glúteo médio é o músculo mais conveniente para biópsia, ao estudar a utilização de substrato intramuscular. Este músculo normalmente contém entre 500 e 700 milimoles (mmol) de glicogênio por quilograma (kg) de peso seco. Durante exercícios de resistência, cavalos normalmente usará glicogênio muscular em uma taxa de 0,5 a 1,5 mmol/kg/min. O restante da energia gerada a esta velocidade vem da oxidação de gordura. Como a velocidade aumenta, aumenta a utilização de glicogênio muscular. A uma velocidade de cerca de 650 metros/min (um 02:25 milhas), produção de ATP já não pode ser completamente satisfeita pelas vias aeróbias. Neste ponto, vias anaeróbias tornar-se uma importante fonte de energia. No deslocamento para este tipo de produção de energia, o uso de glicogênio e o acúmulo de ácido láctico aumentam exponencialmente.

Glicogênio muscular
Figura 1. Glicogênio muscula r usado por minuto em relação à velocidade.

A Figura 1 mostra a quantidade de glicogênio muscular usado por minuto em relação à velocidade. Estes dados são compilados a partir de um número de diferentes raças. Observe que quando o cavalo corre em velocidades de menos de 650 metros/min, muito pouco glicogênio é usado. No entanto, quando a velocidade é aumentada, o cavalo cruza o que é conhecido como seu “limiar anaeróbico” e a utilização de glicogênio muscular aumenta dramaticamente.
A razão básica para este aumento é que a utilização de glicogênio anaeróbico é 12 vezes menos eficiente do que o aeróbico na utilização de glicogênio. Quando o glicogênio é metabolizado por via aeróbica, 36 ATPs são produzidos, mas quando Glicogênio é metabolizado anaerobicamente, apenas 3 ATPs são produzidos e (2 moléculas de lactato também são produzidas).

CONSIDERAÇÕES DE ENERGIA DIETÉTICA

Energia dietética é geralmente expressa em termos de megacalories (Mcal) ou megajoules (MJ) de fácil digestão de energia. A Energia digestível (DE) refere-se à quantidade de energia na dieta que é absorvida pelo cavalo, e a exigência de um cavalo é calculada com base na exigência da manutenção DE mais o adicional de energia gasta durante o exercício. Basicamente, DE pode ser fornecida por três diferentes fontes de dieta energética: carboidratos, gordura e proteína.

HIDRATOS DE CARBONO NA ALIMENTAÇÃO DO CAVALO

Os carboidratos em rações equinos podem ser Categorizados por qualquer um, sua função na planta ou pelo menos como eles são digeridos e utilizados pelo cavalo. Do ponto de vista de planta, hidratos de carbono caem em três Categorias:
(1) açúcares simples – ativos no metabolismo intermediário da planta;
(2) compostos armazenados como sacarose, amido e frutoses; e
(3) carboidratos estruturais tais como a pectina, celulose e hemicelulose.
Para o cavalo, é mais apropriado classificar os carboidratos por onde e quão rápido eles são… digeridos e absorvidos
.
Carboidratos podem ser digeridos e/ou absorvidos como monossacarídeos (principalmente glicose e frutose) no intestino delgado, ou eles podem ser fermentados no intestino grosso para produzir ácidos graxos voláteis ou ácido lático. A taxa de fermentação e tipos de produtos finais produzidos são bastante variável e pode ter efeitos significativos sobre a saúde e o bem-estar do cavalo.
Seria um sistema fisiologicamente relevante para categorizar os carboidratos em dietas de equinos: (1) A
Grupo hidrolisável (CHO-H) medido por análise direta que produz açúcares (principalmente glicose) para o metabolismo.
Isso inclui alguns amidos que são facilmente digeridos, sacarose e açúcares simples no intestino delgado e produzem flutuações no sangue gerando glicemia pós-alimentar, (2) um grupo rapidamente fermentável (CHOFR) que produz principalmente o lactato e propionato. Este grupo inclui amidos que escapam à digestão no intestino delgado, bem como galactanos, frutanos , mucilaginosos e pectina. (3) que são lentamente fermentáveis do Grupo (CHO-FS) que produzem principalmente o acetato e butirato. Este grupo inclui os compostos capturados em fibra detergente neutra (FDN) como celulose, hemicelulose e lignocelulose.

CARBOIDRATOS HIDROLISÁVEIS (solúveis em água)

Os Carboidratos hidrolisáveis (CHOH) são um componente importante da dieta de equinos, particularmente para o cavalo de alto desempenho, em que a glicose sanguínea serve como substrato principal para a síntese de glicogênio muscular. Muita glicose no sangue, no entanto, pode contribuir para ou agravar certos problemas em cavalos como recorrentes rabdomiólise equina (RER) e miopatia de armazenamento do polissacarídeo (PSSM). Pode também adversamente afetar comportamento em certos indivíduos.
A quantidade de glicose produzida no sangue em resposta a uma refeição é uma medida útil de CHO-H de um conteúdo alimentar. A tabela 3 contém o índice glicêmico de vários tipos de alimento para equinos, medido no Kentucky Equine
PESQUISA KER (Kentucky Equine Research).

Índice glicêmico caracteriza a taxa de absorção de carboidratos, após uma refeição e é definida como a área sob a curva de resposta de glicose após o consumo de uma quantidade medida de um teste de ração dividida pela área sob a curva após o consumo de uma refeição de referência, no presente caso, a aveia.

A fração de CHO-H, principal fonte, em rações de desempenho é o amido, um carboidrato composto de um grande número de moléculas de glicose. É o principal componente dos grãos de cereais, contendo 45 a 70% de matéria seca do grão.
Dos grãos comumente usados na alimentação dos cavalos, o milho tem o maior teor de amido. O amido é um fonte de energia versátil para o cavalo de alto desempenho. Cavalos quebram o amido em unidades de glicose no intestino delgado, onde é absorvida para o sangue. Uma vez no sangue, estas unidades de glicose podem ser usadas para um número de diferentes finalidades:
(1), que podem ser oxidados diretamente para produzir ATP; e de glicose no sangue
(2) pode ser usado para fazer o glicogênio muscular, fígado glicogênio ou gordura corporal.
Glicogênio muscular é um importante combustível para geração de energia durante o exercício. Além disso, o glicogênio é armazenado no fígado onde está disponível para a produção e liberação de glicose no sangue durante exercício. Manutenção de níveis de glicose no sangue durante o exercício é de primordial importância, uma vez que a glicose é o principal combustível disponível para o sistema nervoso central. Hipoglicemia é outra causa potencial de fadiga em exercido cavalos.
O amido é a fonte de energia na dieta de escolha para a síntese de glicogênio porque a digestão do amido resulta em um aumento direto da glicose no sangue e insulina, dois dos mais importantes fatores envolvidos na síntese de glicogênio.
Carboidratos são rapidamente fermentáveis. Duas fontes de energia alternativa interessante para os cavalos de alto desempenho são a beterraba, a casca de soja e a celulose. Ambos contêm uma elevada percentagem de carboidratos rapidamente fermentáveis (CHO-FR), principalmente a pectina, que é um substrato gliconeogênicos importante para o cavalo.
A Fermentação rápida de amido não digerido de cereais, no entanto, pode também produzir ácido láctico, o que pode levar a uma cascata de eventos que culminam em laminite, e os mais prováveis compostos contribuem para acidose láctica no intestino grosso. Quando as refeições para alimentação dos cavalos, são à base de grandes grãos, uma porção do amido pode escapar à digestão no intestino delgado e rapidamente fermentar no ceco e cólon. Ácidos graxos voláteis (AGV) e aumentos de produção de ácido láctico, causando uma significativa diminuição do pH.
O Ácido láctico é um ácido mais forte do que o AGV e pode causar irritação ou danos na mucosa intestinal. Em casos graves, o lactato pode contribuir entre 50 e 90% dos ácidos totais no intestino posterior. Além disso, o acúmulo de ácido láctico aumenta a permeabilidade da mucosa intestinal grande de toxinas e moléculas maiores que foram implicados no desenvolvimento da laminite.
Um deslocamento para baixo no pH fornece um ambiente desfavorável para muitos bacilos responsáves fermentação das fibras, prejudicando os microorganismos que habitam o intestino grosso. Em particular, as bactérias tais como Ruminococcus albus e Fibrobacter succinogenes são sensíveis a precipitada diminuição no pH. Para um desempenho ideal, estas bactérias se favorecem em um ambiente com um pH entre 6,5 e 7,0. Quando o pH cai abaixo de 6.0, a digestão da fibra pelas bactérias se torna menos eficiente e elas começam a morrer.
Em contraste com bactérias para digestão das fibras, a produção de lactato e lactato-utilizando bactérias prosperam em um ambiente com um baixo pH. Certos microorganismos como Streptococcus bovis realmente mudam seu metabolismo e produzem ácido láctico ao invés de VFA quando expostos à condições ácidas, servindo apenas para agravar o problema. Alterações no pH do intestino posterior devido a alterações nas populações microbianas e perfis de ácido pode resultar em acidose de intestino grosso (HGA).
Cavalos com HGA podem desenvolver anorexia, cólica ou comportamentos estereotipados como mastigar madeira… Além disso, a exposição prolongada a pHs abaixo 5.8 começará a ter efeitos deletérios o revestimento epitelial das paredes do cólon e cecal, que por sua vez pode afetar a capacidade de absorção.
Acidose ruminal é um problema comum em bovinos leiteiros alimentados com dietas de alto grão. Bicarbonato de sódio é muitas vezes adicionado à ração de uma vaca como um buffer para atenuar a queda do PH ruminal que a diminuição alimenta ingestão e produção de leite. Bicarbonato de sódio também foi mostrado para ser eficaz no tratamento de HGA em cavalos quando ele é infundido diretamente, o ceco através de fístula cecal.
Infelizmente, uma alimentação crua de bicarbonato de sódio para cavalos é ineficaze devido à anatomia do seu trato gastrointestinal. Idealmente, o sódio bicarbonato deve ser protegido de modo que é entregue para o intestino grosso intactas. Kentucky Equine Research (KER), em conjunto com a Balchem Corporation, desenvolveu recentemente um encapsulado de bicarbonato de sódio
(EquiShure®) que sobrevive de trânsito através do estômago e intestino do cavalo. KER, realizaram uma série de estudos para avaliar o efeito da EquiShure® no HGA em cavalos alimentados com altos níveis de amido ou de frutanos. Em um estudo, seis puros-sangues em formação foram alimentados com uma dieta basal dealimentos doces, feno de capim de Timóteo e 50 g de sal solto por dia. Ingestão de grão variou de 4 a 6 kg por dia. Os cavalos foram divididos em dois grupos e atribuídos a um dos dois tratamentos. Os tratamentos foram 168 g/dia de EquiShure® ou a dieta basal (grupo controle). Cavalos trocaram tratamentos por período 2. Os dois as porções de feno e grãos da dieta foram divididas em duas refeições iguais. Metade da EquiShure® (84g) foi adicionado para cada refeição de grão.
Amostras fecais foram tiradas em intervalos de 2 horas por um período de 8 horas no dia 15 de cada período e analisadas para ácidos graxos voláteis (VFAs), pH e concentração de L – e D-lactato. PH fecal no grupo controle diminuíram significativamente da linha de base 6 horas pós-alimentação (Figura 2). PH fecal na EquiShure® grupo não apresentam nenhuma flutuação significativa durante o período de amostragem de 8 horas. Fecal de L-lactato e D-lactato foram significativamente maiores (P < 0.05) post alimentando no grupo controle em comparação com o Grupo de EquiShure®. VFAs fecais foram significativamente maiores (P < 0,05) na EquiShure®-completada grupo, sugerindo um ambiente mais favorável para as bactérias da fermentação da fibra. EquiShure® foi eficaz em atenuantes o HGA resultante da ingestão de dieta com alto teor de grãos em cavalos puro-sangue de alta performance. CARBOIDRATOS FERMENTÁVEIS LENTAMENTE

Os Carboidratos fermentáveis lentamente (CHO-FS) da célula vegetal são absolutamente essenciais para manter um ambiente saudável e microbiano no cavalo. Desde o intestino adequado é essencial para a saúde e o bem-estar do cavalo, forragens ricas em fibras deve ser considerada a base de um programa de alimentação do cavalo de alto desempenho. Cavalos de desempenho devem ser alimentados com 15-20 lb (7-9 kg) por dia de feno de capim limpo como Tifton 85 ou feno OAT. 2 a 4 lb (1-2 kg) por dia de feno de alfafa também pode ser oferecido. Esse nível de ingestão de feno atenderá a manutenção das exigências do cavalo de alto desempenho e ajuda a proteger contra úlceras gástricas e cólicas.

ANÁLISE DE CARBOIDRATOS

Carboidratos em rações de cavalo tradicionalmente foram estimados através da medição de componentes da parede celular como FDN (fibra detergente neutra) e calcular o restante carboidrato por diferença como carboidratos com pouca fibra (NFC), onde NFC = 100 – gordura água – proteína – – cinza – FDN. Mais recentemente, os laboratórios têm fornecido uma análise direta de carboidratos adicionais em rações equinos.
A tabela 4 contém a composição química de vários alimentos para equinos comuns como analisado por Equianalytical
Laboratórios em Ithaca, NY. Além de FDN e os valores calculados da NFC, tabela 4 contém níveis medidos de açúcares solúveis em água (WSS) e amido.

A soma do WSS e amido é considerada os carboidratos não-estruturais (NSC) WSS em grãos de cereais e subprodutos como polpa de beterraba sacarina são compostos de açúcares simples que produzem um pronunciado glicêmico resposta e ajuste para a categoria de CHO-H. Por outro lado, são na verdade, grande parte do WSS em gramíneas de clima temperados frutanos, que deveriam ser incluídos na fração de CHO-FR. Portanto, têm pouco efeito como resposta glicêmica, mas podem contribuir para o desenvolvimento da acidose no intestino grosso e laminite. O amido é a fração de carboidrato predominante em grãos de cereais.
Embora todos amidos são compostos de cadeias de glicose, como a molécula de amido é construída, ela varia em diferentes tipos de grãos. Estas diferenças na arquitetura dos amidos individuais têm um grande impacto sobre o quão bem eles são digeridos no intestino delgado do cavalo. Dos grãos mais comumente usados na alimentação para cavalos, a aveia contêm a forma mais fácil digestão do amido, seguido de sorgo, milho e cevada.
O Processamento pode ter um enorme efeito na digestibilidade prececal, particularmente em milho. Em um estudo da pesquisa KER (Kentucky Equine Research), o vapor de sêmola de milho (extrusão do grão de milho), causou um aumento de 48% na resposta glicêmica em comparação à fissuração grosseira. NSC é uma mistura de CHO-H e Fracções de CHO-FR. NSC tendem a ser maior em CHO-H em grãos de cereais transformados e misturas, mas pode ser alta em CHO-FR em certos cereais não transformados ou alto-frutanos e forragens. O NFC representa um grupo ainda mais misturado de hidratos de carbono, porque além dos compostos encontrado no NSC, eles também podem conter quantidades significativas de pectina e outros compostos fermentáveis não capturada em FDN.
Neste momento, não há nenhum método analítico satisfatório, comercialmente disponível aos hidratos de carbono de segmento em categorias que são fisiologicamente significativas para o cavalo.

GORDURA

Gordura é uma fonte de energia alternativa atraente para ração de cavalo de alto desempenho, fornecendo um grande número de calorias de uma forma concentrada. Mesmo que os cavalos não consomem grandes quantidades de gordura na natureza, eles podem fazer um bom trabalho de digestão de gorduras, especialmente óleos vegetais.
A maioria dos óleos vegetais contêm cadeia longa (16- 18 carbono) e gorduras insaturadas. Essas gorduras são líquidas à temperatura ambiente e são usadas extensivamente como alimentos humanos para cozinhar e óleos de salada. Uma exceção notável é o óleo de coco, que contém um elevado nível de mediumchain gorduras saturadas (carbono 12). As Gorduras animais, por outro lado, tendem a ser mais saturadas do que vegetais óleos e muitas vezes são sólidos à temperatura ambiente. Cavalos tipicamente digerem óleos vegetais melhores do que a gordura animal exemplo a do soro do leite.
Uma vez adaptados, os cavalos digerirão mais de 90% do óleo vegetal em uma ração, mesmo quando inseridas em níveis tão elevados como 500-600 ml por dia. Altos níveis de ingestão de óleo devem ser alcançados lentamente, no entanto, já que alguns cavalos podem desenvolva fezes soltas, gordurosos quando mudei para uma dieta de alta do óleo também rapidamente.
A densidade de energia de óleos vegetais é bastante elevada, com média de cerca de 2,25 vezes o de amido.
Óleo vegetal tem cerca de 2,5 vezes mais energia muito digerível (DE) como a do milho e 3,0 vezes mais DE que a aveia. Devido à sua alta digestibilidade, a gordura é uma fonte de energia muito seguro. Mesmo se algum óleo escapa a digestão no intestino delgado, não causará grandes perturbações da fermentação no intestino posterior porque as bactérias não podem fermentar óleos de cadeia longa.
O nível de óleo, incluído em uma ração vai depender principalmente que o cavalo está a fazer. Cavalos que são submetidos a trabalho leve montado ou usado predominantemente para exigir menos óleo em suas rações. Menos de 70-80 ml de óleo por dia, terá um efeito benéfico sobre a pelagem do cavalo, mas só irá fornecer cerca de 2,5% de um submetido a exercicio moderado. Níveis mais elevados de consumo de óleo são necessários para um exercício mais vigoroso. A cavalos em treinamento pesado deve receber cerca de 400 gramas (~ 450 ml) de óleo vegetal por dia. Isto é igual a cerca de 10% do seu total diário DE ingestão e cerca de 18-20% do DE fornecido pelo concentrado.
Cinco ou seis kg de uma mistura de grãos de gordura de 10% poderia fornecer esse nível de suplementar de óleo vegetal.
Durante o exercício de baixa para moderada intensidade, cavalos fornecem uma grande parte da energia utilizada para contração muscular com oxidação de gordura. Ácidos graxos livres são mobilizados do tecido adiposo e entregues para o trabalho muscular por oxidação. A quantidade de gordura queimada pelo músculo é diretamente proporcional a concentração de AGL no sangue. Suplementação de gordura a longo prazo em combinação com apropriado formação irá resultar em maior mobilização de ácidos graxos livres (FFA) e aumentou a velocidade de mobilização juntamente com uma maior velocidade de absorção de AGL no músculo. Além disso, gordura de alimentação tem uma glicose – e efeito poupador de glicogênio que pode retardar a fadiga durante o exercício de resistência. Um estudo recente realizado por KER com cavalos árabes demonstrado esse efeito económicas. Depois de 10 semanas de suplementação de gordura (10% Fat), os cavalos usaram 30% menos glicogênio muscular e glicose durante um teste de exercício de resistência.
Pesquisadores têm recentemente focado sua atenção duas famílias distintas de ácidos graxos: a família do ômega-3 e a família do ômega-6. A família ômega-3 decorre de ácido alfa-linolênico (ALA), enquanto o família ômega-6 se origina do ácido linoleico (LA). ALA e LA são considerados “ácidos graxos essenciais”
Porque eles são instrumentais no ciclo de vida, ainda que não podem ser fabricados no corpo e deve ser obtidos de fontes dietéticas. Membros importantes da família ômega-3 são o ácido eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA).
As vantagens de suplementar os equinos atletas com ácidos graxos ômega-3 estão vindo à luz. A redução da inflamação das articulações em cavalos mais velhos artríticas foi relatada em cavalos suplementados com Omega-3 ácidos graxos. Cavalos que alimentou o suplemento tinham contagens de fluido sinovial células brancas do sangue mais baixas do que aqueles no grupo de controle, indicando um nível inferior de inflamação.
A suplementação com ômega-3 tem sido a hipótese de reduzir a hemorragia pulmonar induzida por exercício (EIPH) em cavalos. Os pesquisadores relataram a modulação de uma diminuição na membrana dos eritrócitos fluidez durante o exercício em cavalos alimentados com uma dieta enriquecida com DHA e EPA. Resultados preliminares de um estudo em 10 de puro-sangue cavalos na Kansas State University mostraram uma redução do EIPH após 83 e 145 dias uma dieta enriquecida com EPA e DHA, mas não com DHA sozinho.
A composição de ácidos graxos difere consideravelmente em óleos adicionados às dietas de cavalo (tabela 5). Ácido linoleico (LA) é maior em cártamo, milho, soja e girassol, óleos, respectivamente e é menor no óleo de peixe (sábalo), enquanto o óleo de linhaça é rico em ácido alfa-linolênico (ALA). Óleo de peixe tem alcançado popularidade como um componente de alimento equino, líquido em parte à sua concentração de ácidos gordos omega-3 DHA e EPA.

PROTEÍNA
Se o conteúdo de proteína da ração de cavalo excede sua exigência, uma proteína extra pode ser usado como uma fonte de energia. Os aminoácidos da proteína extra são discriminados pelo fígado e o nitrogênio da proteína é excretado como Amônea. Os “esqueletos” de carbono estão à esquerda podem ser oxidados para ATP autogestionária ou usados para fazer uma glicose ou gordura. A Ingestão excessiva de proteínas deve ser evitada em cavalos sem exercícios por um número de razões como necessidades de água…
(1) aumentam com a ingestão de proteína aumentada;
(2) aumento dos níveis de ureia (nenhum sangue levando à maior excreção de ureia), pode aumentar o risco de distúrbios intestinais como enterotoxemia; e
(3) Comitê de Amônia causando uma série de problemas tais como nervo irritabilidade e distúrbios sem metabolismo dos carboidratos. Excreção aumentada de Amônia na urina também pode levar a problemas respiratórios por causa acúmulo de Amônia.
CONCLUSÃO
Como rações de cavalos devem incluir uma mistura de fontes de energia, a este respeito, a moderação é uma chave. Quantidades excessivas de amido devem ser evitadas, pois isso pode levar à cólica, basal, amarrando-se em cavalos. O excesso de proteína pode levar a problemas associados com uma produção de Amônia.
As fibras devem ser incluídas na dieta para manter uma função adequada do intestino grosso. Incluindo uma mistura correta de fontes de energia na ração cavalo devem reduzir os problemas associados com uma alimentação e permitir o cavalo utilizar substratos energéticos mais eficientemente durante os exercícios.