Devemos respeitar a Natureza do Cavalo sempre

Dois conceitos básicos dirigem toda a ação de hospedagem e manejo do Cavalo:
“RESPEITAR A NATUREZA DO CAVALO”
“BUSCAR SEMPRE O EQUILÍBRIO FÍSICO E MENTAL DO CAVALO”

Quando se trabalha com cavalos, para se obter o melhor resultado por um longo prazo, devemos seguir os dois conselhos destacados acima.
Para respeitar a natureza do cavalo, buscando sempre o equilíbrio físico e mental, para obtermos algum tipo de resultado seja na criação, no esporte ou no lazer, devemos oferecer condições de vida, alimentares e manejo adequados.
Por sua natureza, o cavalo gosta de liberdade, e a melhor forma de criar ou mantê-lo, é em piquetes ou pastagens; mas isto nem sempre é possível, principalmente nos grandes centros, onde o mantemos em baias, que devem ser adequadas, como veremos mais adiante.

BAIAS
Como queremos ter o cavalo sempre próximo de nós, muitas vezes se torna impossível mantê-lo em piquetes e pastagens, então utilizamo-nos de baias para abrigar o animal.
Aqui, mais ainda, alguns cuidados são importantes de se tomar para tornar a vida do cavalo o mais confortável possível.
Devemos ter cuidados com o tamanho da baia, que deve ter no mínimo 3 x 4 m, sendo ideal 4 x 4. Baias com tamanhos inferiores a 3 x 4, trarão um desconforto muito grande para o animal, o que o levará a um estado de stress que pode comprometer a qualidade de vida e a performance esportiva.
Esta baia deve ser bem ventilada, não exposta a calores excessivos nem a frios intensos ou correntes de ar desagradáveis.
Devemos evitar utilizar telhas de fibro-amianto, exceto se a ventilação for excepcional e o calor não for problema.
O cavalo é um animal muito sociável; ele não gosta de ficar isolado. Para amenizar este problema quando o confinamos a uma baia, devemos fazer com que tenha contato visual com outros cavalos, através de janelas com grades entre as baias e deixando a parte superior das portas das baias sempre abertas (ao menos durante o dia).
No Rancho São Miguel optamos por baias com meias paredes, nas quais eles se veem, se tocam, se cheiram, sentem a paisagem e o ar externo, porque considero uma violência contra o Cavalo as baias “chiques” da maioria dos Haras que conheço, porém fechadas até o teto o que fere a natureza social do Cavalo que, mantido isolado, no escuro, na umidade, sente desconforto, medo e a partir daí passa a ter comportamentos indesejáveis, fruto do estresse do confinamento. Mas, esse regime de baia semi-aberta deve ser acompanhado de um manejo correto com períodos regulares de trabalho externo, liberdade em piquetes parte do tempo.
Os cavalos devem ser escovados e rasqueados diariamente, quando também efetua-se a limpeza de ranilhas e eles são soltos e exercitados em rendondel diariamente. Tomam banho semanalmente ou sempre que acabam de trabalhar e se exercitar se esse trabalho os fez transpirar, com ou sem uso de manta e sela.

Tipos de Baias

1. Alvenaria: É considerado o melhor tipo de baia para cavalos. Mas este tipo de baia se não tiver tamanho e ventilação adequados e contato visual com outros animais, pode ser inadequado ao animal.
2. Galpão: É uma forma mais econômica de se fazer uma baia. Constrói-se um galpão, de madeira ou estrutura metálica, coberta, com paredes laterais (de alvenaria ou madeira). As divisões das baias podem ser de alvenaria, madeira ou mesmo com barras de ferro ou madeira, apenas para dividir o espaço entre os animais. São bem ventiladas e com ótimo contato visual entre animais.
3. Madeira: É um tipo de baia bastante rústica, mas barata e que pode ser muito bem utilizada desde que respeitadas as condições básicas de conforto. Pode ser de tábuas, réguas ou mesmo de costaneiras de eucaliptos. Exige uma manutenção maior, pois o cavalo muita vezes fica roendo as tábuas, se permanecer muito tempo confinado.
4. Individuais: São baias para apenas um cavalo. São utilizadas somente para alimentar os animais. Muito importante em propriedades com muitos cavalos, o que facilita o manejo, pois se pode alimentar muitos animais de uma vez. Deve ter um tamanho adequado para o porte do animal a que se deseja alimentar.
5. Baias Ruins: Devemos atentar para o conforto do animal nas baias, e não deixá-los em qualquer cobertura fechada, escura ou úmida, para que não tenhamos problemas de manejo e saúde com o animal.

COCHO PARA ALIMENTAÇÃO
Pode ser de alvenaria, fibra ou madeira.
Deve estar a uma altura baixa para facilitar o cavalo de se alimentar (lembre-se que o cavalo pasteja no chão, então ele não deve levantar a cabeça para comer, mas sim abaixar), não deve ter cantos para facilitar a limpeza e não acumular alimento.
Lembre-se sempre que ao oferecer uma nova refeição (ração ou capim picado) para o cavalo, devemos retirar todo o vestígio de alimento que porventura possa ter no cocho.
LOCAL PARA FENO
Pode ser uma manjedoura (ferro ou madeira), rede, ou mesmo no chão. O importante é que seja a uma altura baixa, assim como no cocho para ração ou capim. Redes dependuradas ou cochos altos acarretam uma inversão na musculatura do pescoço, afinal, na natureza o cavalo pasteja rente ao chão.
BEBEDOURO
Sempre dentro de uma baia deve ter água disponível para o cavalo.
Pode ser de alvenaria, fibra, um balde plástico ou mesmo uma banheira antiga.
Pode ser bebedouro automático, com bóia, manual, onde devemos sempre estar atentos para que não falte água para o cavalo, pois suas necessidades são muito elevadas, entre 25 até 70 litros por dia, no caso de éguas prenhes ou cavalos em trabalho muito intenso.
Devemos limpar periodicamente, pelo menos duas vezes por semana, para que a água esteja sempre limpa.
COCHO PARA SAL MINERAL
Um pequeno cocho, de fibra, alvenaria ou madeira, deve ser colocado na baia para que se possa deixar disponível, o dia todo, sal mineral de boa qualidade, específico para eqüinos (as necessidades de minerais são diferentes entre bovinos e eqüinos; além disso, muitos minerais para bovinos possuem promotores de crescimento que são altamente tóxicos para os cavalos).
CAMA
Item muito importante para dar maior conforto para o animal.
A cama deve ser limpa diariamente, retirando-se as fezes e a parte da cama úmida pela urina, substituindo-a totalmente sempre que necessário (ao menos a cada 15 dias).
Há vários tipos de cama:

1. Maravalha: São raspas de madeira, muito utilizadas para os cavalos. Absorvem muito bem a urina sendo de fácil manejo quanto à limpeza. Nem sempre é possível encontrar maravalha à vontade, mas é uma das melhores camas para cavalo. Uma alternativa pode ser a aquisição de maravalha em fardo, o que facilita o armazenamento do produto, mas não é de fácil aquisição.
2. Pó de Serra: É o resíduo da moagem da madeira. Pode ser uma alternativa. Cuidados apenas com Cavalos sensíveis ao pó, para não causar alergias e além disso podem causar doenças respiratórias, não sendo por isso, recomendadas.
3. Palha de Feno: É muito comum a utilização de feno de gramíneas, que não está apto à alimentação, como cama para as baias. Normalmente são fenos que se molharam, o que provoca o aparecimento de fungos. Devemos sempre abrir estes fardos de feno ao sol, para diminuir o risco de alergias nos animais.
4. Areia: Muito utilizada em algumas regiões. Deve ser feita com uma excelente drenagem pois, caso contrário, ficará muito úmida, causando desconforto ao animal.
5. Borracha: É um tipo moderno de cama. São placas de borracha antiderrapante. Traz um inconveniente, pois não absorve a urina, deixando um cheiro desagradável de uréia no ambiente. Para se utilizar este tipo de cama devemos lavar diariamente a baia.
6. Palha de Arroz: é um material excelente porque não tem pó, como a serragem, é ecologicamente correto porque na esterqueira facilita a decomposição do composto orgânico, não depende de corte de árvores, trata-se da reutilização de produto dispensado pela indústria do arroz e economicamente é muito mais acessível. Há quem diga, ah.. mas o cavalo pode comer a cama, e não é bem assim, se algum cavalo tiver tendência á coprofagia (comer fezes) ou estresse de baia poderia acontecer, mas basta uma borrifada para apenas umidificar com uma solução de água com creolina 1:25 que esse risco acaba.

DEPÓSITOS
É de fundamental importância para o bem estar e saúde do cavalo ter na propriedade local adequado para armazenar os alimentos e acessórios do cavalo.

Depósito de Feno
Deve ser em local de fácil acesso, bem ventilado, protegido do sol direto e da chuva.
Pode-se otimizar as instalações fazendo-se um mezanino acima das baias para se armazenar o feno.
Se for um depósito ao nível do chão, devemos armazená-lo em cima de estrados, ao menos a 20 cm do solo.
Lembre-se que o feno, bem armazenado, pode durar 06 meses, com muito pouca perda de suas qualidade nutritivas.
O cuidado deve ser quando o feno de baixa qualidade umedeceu e secou e ai cria mofo composto por toxinas e nesse caso ele fica enegrecido e deve ser dispensado para a esterqueira.

Depósito de Ração
Deve ser um local ventilado, com estrados a 20 cm do solo, onde a ração deve ser empilhada ao menos a 10 cm das paredes, protegido do sol direto e da chuva, limpo diariamente com sério controle de roedores para prevenir zoonoses graves.

Quarto de Selas e Acessórios

Os acessórios dos cavalos (selas, arreios, mantas e cabeçadas) devem ser bem armazenados para que não sejam deformados, estejam sempre limpos, livres de mofo e ser de qualidade profissional , causando as inaceitáveis pisaduras, para não machucar o animal no momento de sua utilização e prejudicar o desempenho do cavalo ou alterar o seu comportamento, você pode comparar o desconforto ou dor, se você usasse uma roupa menor, ou suada e seca ou ainda com uma simples etiqueta te espetando. Com o cavalo se passa o mesmo.
A limpeza e higiene do equipamento é essencial, e você deve periodicamente banhar o couro com óleo de mocotó ou amêndoas para ele estar sempre amaciado.
Evite as velhas barrigueiras de linha ou cordoalha, usadas na roça, dê preferencia a barrigueiras de neo prene ou lã que não irão beliscar a pele do Cavalo quando apertadas.
É importante que cada cavalo tenha sua manta individual, evite usar a mesma em diferentes animais, assim com as embocaduras, que cada cavalo deve ter a sua própria.

Farmácia
Uma farmácia, com um mínimo de medicamentos para os primeiros socorros, deve estar sempre disponível. O ideal é conversar com um Médico Veterinário para saber quais são estes medicamentos de primeiros socorros, para higiene e assepsia de machucados, pomadas para contusões musculares ou entorses, seringas, soro fisiológico e antiofídico, produtos para cascos, analgésico e anti-inflamatórios, antibióticos, seringas e agulhas, equipos para soro, entre outros.

Cuidados com os dentes

Hoje sabemos mais sobre a natureza, comportamento e fisiologia do Cavalo. Muitos problemas até comportamentais tem sua origem em problemas dentários. Seja a presença do dente de lobo, ou “mesas dentárias” irregulares, assim como no caso dos potros trocas tardias da capa dos primeiros dentes trocadas aos dois anos e meio em média, ou ainda as terríveis pontas de dentes que machucam a boca, fazem o cavalo perder peso, exigem cuidado dentário no mínimo anual por parte de veterinários especializados.
Aqui recebemos para trabalhar e reabilitar Cavalos e algumas vezes a queixa era de que colocada a embocadura o cavalo a ter a rédea acionada levantava a cabeça demais, se defendendo, ou ainda empinavam e derrubavam o cavaleiro. Quando examinados e eliminadas outras causas decorrentes de uma doma mal feita, chegamos à constatação de que o cavalo tinha um dente de lobo a ser extraído ou pontas de dente.

Manejo dos resíduos de eqüinos confinados, visando o controle biológico de moscas

Hoje, mais do que nunca, se evidenciam os cuidados que o homem deve ter com as questões de meio ambiente. Um dos itens ligados a este tema e que vem ganhando a cada dia mais espaço, é o destino a ser dado aos sub-produtos ou resíduos nos diferentes tipos de atividades, quer seja de produção ou consumo, podendo-se encontrar inúmeros exemplos atuais para ilustrar este fato.

Nas atividades ligadas ao cavalo, seja em centros de treinamento, lazer ou reprodutivos, temos como o principal sub-produto, os resíduos oriundos da estabulação (cama, fezes e urina). Estes, representam um importante composto orgânico que deve ser adeqüadamente manejado antes de ser reintroduzido ao meio ambiente.

Fazendo-se uma rápida reflexão, verificamos que este sub-produto, na maioria das vezes, não recebe a atenção que deveria, sendo normalmente depositado a campo ou em instalações que servem simplesmente de depósito diário ou até a sua retirada. Em contrapartida, as conseqüências negativas ligadas a ele palpitam no dia a dia se evidenciando em custos no controle de doenças parasitárias, perda de rendimento dos animais pelo estresse que é submetido, além de outras questões relacionadas à saúde do eqüino e à saúde pública, oriundas da proliferação demasiada das moscas que geram um grande desconforto pela presença das mesmas nas baias, corredores, casas, restaurantes e demais instalações internas e mesmo vizinhas ao local onde os eqüinos encontram-se alojados. Esta situação se agrava nas regiões ou épocas de clima quente e úmido, condições ideais para o desenvolvimento das espécies Musca domestica (mosca doméstica) e Stomoxys calcitrans (moscas dos estábulos), que utilizam o resíduo animal como substrato básico de postura e desenvolvimento da fase larval do ciclo evolutivo.

O controle destes dípteros indesejáveis, na maioria das situações, se faz com a utilização de produtos inseticidas, que atuam como larvicidas ou adulticidas e representam um custo fixo para o controle e que por vezes não é alcançado. Por outro lado, os parasitos gastro-intestinais têm plenas condições de completar o ciclo evolutivo, uma vez que o esterco não sofra nenhum tipo de procedimento sanitário.

O objetivo desta publicação é alertar os amigos do cavalo para a necessidade de adotar uma postura preventiva e definitiva no controle de moscas nos centros ligados à atividades hípicas, visando um melhor controle dos mesmos, a fim de evitar transtornos sociais, econômicos e no rendimento dos eqüinos, uma vez que está metodologia, depois de implantada resolve definitivamente a questão.

A medida mais importante para que se obtenha um bom controle sanitário sobre o resíduo eqüino, tem como base o recolhimento integral do resíduo produzido para uma instalação onde o mesmo possa ser exposto ao processo de fermentação aeróbica, monitorado. Embora a instalação utilizada para o manejo sanitário seja fisicamente semelhante às chamadas “estrumeiras”, deve-se lembrar que o resultado é bastante diferente. Basta verificar que muitos centros hípicos que utilizam simples depósitos de resíduos, convivem com um problema constante de tentar eliminar o excessivo número de moscas existentes, uma vez que estas encontram nestes depósitos, condições ideais de concluir o ciclo evolutivo sem obstáculos. Para transformar estes resultados, detalhes da construção fazem a diferença.

Processo de decomposição dos resíduos

Por tratar-se de resíduo sólido, em função do sistema utilizado na estabulação dos eqüinos, compreende-se como tal, a mistura do esterco e urina com a cama que varia regionalmente, dependendo da disponibilidade, da maravalha à casca de arroz ou palhas de origem diversa. Esta interação do esterco com a cama, é importante para que haja no composto uma estrutura física e química adequada, permitindo um bom processo de decomposição, efetuado pelos microorganismos que se encontram normalmente no trato digestivo dos eqüinos. Este processo de decomposição do material orgânico pode ser aeróbico ou anaeróbico dependendo da presença ou não de oxigênio. Em ambos os casos, ocorre a decomposição dos hidratos de carbono e das proteínas como segue:

Processo
Substrato
Produto Final
Aeróbico Fermentação
Hidratos de Carbono
CO2, H2O e calor (até 80 C)
Putrefação
Proteínas
CO2, Amônia e alteração do pH
Anaeróbico Fermentação
Hidratos de Carbono
CO2, H2S e metano
Putrefação
Proteínas
Aminas incompletas (mau cheiro)

Como pode-se observar na tabela acima, do processo aeróbico resultam alterações de temperatura e pH que são fundamentais para o controle sanitário do resíduo. Para que se consiga um processo de fermentação aeróbica adeqüado, e com isto uma elevação significativa da temperatura pela degradação bacteriana dos hidratos de carbono, é necessário que sejam observados alguns aspectos como:

– relação da quantidade de cama e esterco;
– pouca compactação no composto;
– reciclagem do líquido resultante da biodegradação (chorúmen), dependendo das alterações obtidas na temperatura do composto.

Com isto, consegue-se expor o resíduo recolhido a uma variação de temperatura que pode chegar a 800 C que, juntamente com a alteração do pH, irá inviabilizar os ovos e larvas dos parasitos em questão. Na minha experiência, em diferentes trabalhos em andamento, pude verificar que as referidas alterações de temperatura e pH, chegam a tornar inviável a germinação de sementes de invasoras (plantas daninhas) quando do uso de casca de arroz. Usemos como exemplo o ciclo evolutivo da mosca doméstica:

Ciclo evolutivo da mosca doméstica:

A mosca doméstica apresenta metamorfose completa, passando por quatro estágios de desenvolvimento bem definidos: ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos, pequenas estruturas brancas e brilhantes são depositados usualmente no esterco dos animais domésticos em locais escuros e protegidos do sol. Cada fêmea adulta pode depositar até 120 ovos por postura, podendo haver seis posturas durante sua vida reprodutiva. Após a eclosão dos ovos, que varia de 8 a 24 hs, as larvas se desenvolvem no material orgânico sob condições ideais num período de 3 a 7 dias. Após este período, as larvas migram, buscando local seco para a fase de pupa que dura de alguns dias a várias semanas, conforme as condições de clima. Dependendo do desenvolvimento larval, será o tamanho do adulto, que eclode após a fase de metamorfose na pupa. O tempo médio de vida de uma fêmea adulta, varia de 2 a 10 semanas dependendo das condições climáticas e o ciclo completo, de ovo a ovo, pode completar-se em 8 dias.

Da mesma forma, a mosca dos estábulos apresenta um ciclo evolutivo com quatro fases de desenvolvimento, ocorrendo a postura de ovos em restos de ração umedecida e fermentada, além de esterco misturado na palha e alfafa. Diferem por apresentar aparelho bucal picador e sugar o sangue de eqüinos. Com isto, causam o estresse do animal pela ação mecânica e perda de sangue, e redução do peso e performance esportiva.

Participam ainda na transmissão de algumas doenças infecto-contagiosas como anemia infecciosa eqüina e algumas tripanossomoses como o mal das cadeiras causada pelo Trypanossoma evansi, existente principalmente na região central e norte do Brasil.

Com relação aos parasitos gastro-intestinais, cabe lembrar que todos são eliminados via fezes na forma de ovo ou larva, onde vão chegar a fase infectante após período que varia conforme a espécie do parasito. O Gasterófilos, por sua vez, cochecido como berne do estômago, também é eliminado nas fezes na forma de larva, e a partir daí busca um local seco para pupar e transformar-se na mosca adulta e reinfectar o cavalo.

Todas as espécies citadas acima, ao serem expostas as variações de temperatura obtidas no processo de fermentação aeróbica por tempo prolongado, serão eliminadas, interrompendo a evolução natural do ciclo evolutivo.

Para facilitar a limpeza das instalações e recolhimento dos mesmos, o piso das baias, corredores e imediações deve ser construído de forma a facilitar a limpeza e evitar o acúmulo prolongado de cama úmida, esterco ou mesmo ração. Sabendo-se que uma mosca adulta pode produzir até 120 ovos por postura, fica simples o entendimento que estes detalhes fazem muita diferença no resultado final. Abaixo estão ilustrados alguns dos parasitos que se desenvolvem junto ao esterco dos eqüinos, juntamente com os possíveis danos causados:

Agentes
Produto Final
Mosca doméstica Transtornos severos na higieneVetor de doenças ligadas à saúde pública Intenso desconforto social Hospedeiro intermediário do Habronema (esponja de verão)
Mosca dos Estábulos Hematófaga: perda de sangue e estresse para o eqüino Transmissão de doenças como AIE e mal das cadeiras
Gasterófilos Parasita do estômago, causando transtornos que variam de cólica a rupturas gástricas
Grandes estrôngilus Diarréia, anemia, perda de apetite, perda de peso, cólica e etc.
Pequenos estrôngilus Diarréia, perda de peso, redução da performance esportiva
Habronema Lesões gástricas, esponja de verão

Os agentes citados acima, desenvolvem, obrigatoriamente, uma fase do ciclo evolutivo nas fezes frescas do eqüino. O aumento de temperatura que ocorre no processo de fermentação aeróbica, na decomposição do esterco fresco, interrompe portanto o desenvolvimento dos mesmos.

Observado os dados contidos acima, verifica-se que realmente o problema das moscas e todos os prejuízos ligados aos parasitos que se utilizam do esterco animal como substrato para o desenvolvimento do seu ciclo evolutivo, pode ser resolvido de forma eficiente e definitiva, bastando para tanto adotar as medidas necessárias para alcançar tais objetivos.


*ATENÇÃO

O autor deste artigo está disponibilizando esta metodologia de baixo custo, por acreditar que seja de muita importância para aqueles que convivem com animais. Para os interessados, favor entrar em contato pelo e-mail do autor jicanto@pro.via-rs.com.br, ou pelos telefones (55) 223-3705; (55) 9996-5205.

Autor: João Ignácio do Canto – CRMV 4193 – RS

A Visão dos Cavalos

Existe uma tendência entre nós de julgarmos as atitudes e as demais pessoas do nosso ponto de vista.
Assim, de modo maniqueísta e até certo ponto autoritário, separamos o que consideramos certo e errado, verdadeiro ou falso, a partir de nossos referenciais subjetivos, de acordo com os valores pessoais, enfim da nossa visão de mundo.

Isso, levado às últimas conseqüências, acaba gerando na sociedade uma certa intransigência, unilateralidadade e atitudes autoritárias. Quantas pessoas nós conhecemos que mesmo tendo muitas qualidades aparecem como “donas da verdade” pela intensidade com que afirmam seu julgamento a partir do seu próprio referencial, ou mais popularmente, do seu ponto de vista?
Penso mesmo que ninguém está livre de ter sido pego adotando essa atitude em conversas profissionais, pessoais e na vida em geral, uns com mais força outros com menos, mas principalmente os líderes, os mais protagonistas, os empreendedores, incorrem nessas atitudes quase que “naturalmente”.
Quando falamos que cavalos são verdadeiros “terapeutas” é porque a convivência com esses maravilhosos seres acaba por nos obrigar a rever pontos de vista, os chamados paradigmas pessoais.
Não se consegue nada duradouro com os cavalos apenas na base da imposição e da submissão deles ao nosso ponto de vista. Muitas vezes eles demoram a responder a uma solicitação e o “cavaleiro” sentindo-se desafiado em sua exigência de pronta resposta, desce o relho ou finca a espora, “ afinal ele precisa saber quem manda”, não é mesmo?
Nada pior para a quebra de confiança, ser agredido sem saber o motivo, e para as pessoas que agem assim com seu cavalo, (que por excelência deve ser tratado como parceiro e ser trabalhado para estar sempre pronto a colaborar com o cavaleiro), apresentamos abaixo algumas características do sistema ocular do cavalo, essencialmente diferente do nosso.
A começar pela posição lateral dos olhos na cabeça. O cavalo é presa e portanto seu àngulo de visão é mais abrangente para detectar a aproximação de predadores pelas costas. Ele tem uma visão binocular, (o filme que passa no olho direito é diferente do passa no esquerdo), olhando para frente ele vê 70 graus como os humanos e mais 215 graus para cada lado. Ele vê a aproximação às suas costas sem ter que virar a cabeça.
Quando o cavalo é mau tratado ou agredido pelo cavaleiro(predador), ele fica mais ligado no que ocorre atrás dele ou dos lados e fica sem enxergar o que ocorre pela frente. Para quem faz pista isso é o fim.
Os principais pontos cegos estão entre os dois olhos e exatamente atrás de sua garupa.
Outra diferença fundamental em relação ao nosso olhar, é que os humanos têm atrás do cristalino um feixe de músculos que permitem contrair ou relaxar para ajustar instantaneamente o foco de objetos próximos ou distantes. O cavalo não tem esse feixe de músculos.
O cavalo não tem o olho esférico e sim oblíquo então quando o cavalo abaixa a cabeça ele vê objetos próximos, como a comida no cocho e os mais distantes levantando a cabeça. Posicionar corretamente a cabeça em uma trilha, pista com obstáculos, ajuda o cavalo a dimensinar o objeto e sua distância em relação a ele.
A responsabilidade do cavaleiro aumenta quando ele usa rédeas curtas e encapota a cabeça do cavalo, restringindo sua visão apenas ao que está imediatamente abaixo dele.
Por fim, a questão da visão a cores ou noturna. O que permite enxergarmos todo o espectro de cores são estruturas sensoriais chamadas cones, os quais temos em maior quantidade que os cavalos. Já a percepção de claro e escuro é definida por estruturas chamadas bastonetes e pesquisas recentes comprovam que os cavalos os têm em maior quantidade que nós.
Assim, cavalos enxergam os espectros de duas cores, provavelmente azul e vermelho, ainda que não as definam exatamente como nós e nos superem em muito na visão noturna.

O Uso do Horsemanship na formação de Lideranças Corporativas

O Horsemanship é uma filosofia na relação entre Homem e Cavalo estabelecida do ponto de vista dos cavalos.

Isso parte do reconhecimento da natureza deste animais como predados na natureza. Portanto, como animais de fuga, a emoção dominante é o medo. Eles usam sempre e tem todo o direito  de fazê-lo, o seu instinto de auto preservação.

A nossa proposta, a  partir da demonstração prática em um piquete chamado redondel, da generosa natureza e comportamento dos cavalos, e da compreensão da sua linguagem universal, é  estabelecer paralelos entre a relação de cooperação e parceria que eles mantém com os humanos há milênios e a superação de entraves à comunicação organizacional, ao desenvolvimento de lideranças maduras e cooperadoras no ambiente das empresas.

Em um módulo de “day camp” e dinâmicas de grupo no ambiente do rancho, trabalharemos conceitos como escolhas e responsabilidades, cooperarção e confiança, a natureza do líder, como exercer uma liderança motivadora que extraia das pessoas o melhor de cada um.

Junto com o cavalo vamos identificar os fatores que aglutinam os grupos, aprender a cultivar o respeito pelo outro, saber como lidar com os medos e suas respostas defensivas.

O Cavalo nos ensina a flexibilizar o pensamento, tomar decisões rápidas, a treinar a capacidade de observação, de ler sinais não verbais, estimular a intuição, respeitar o tempo dos outros e solicitar o que a empresa precisa com clareza, com gentileza e tempero verbal, ferramentas indispensáveis a potencialização da produtividade de equipes nas empresas.

Conceito da não violência: ninguém tem o direito de dizer a quem quer que seja; faça isso ou vou machucá-lo; paralelos entre cavalos e ambientes corporativos

“Você pode levar um cavalo para a água, mas não pode obrigá-lo a beber”
“Você pode levar um homem ao conhecimento, mas não pode fazê-lo pensar”

OBJETIVOS

* Estimular os participantes a desenvolver a empatia e o respeito pelos parceiros, valorizando o trabalho em equipe, praticando em todas as situações os pilares do Horsemanship:
feel- timing and balance
observar os sinais e ler o ambinete
dar o tempo de resposta que cada um necessita
chamar para a ação com objetividade e clareza

* Permitir pela técnica vivencial  que se identifique a partir das respostas e atitudes dos cavalos em “ground work” (trabalho de chão), situações reais no trabalho onde esses padrões de atitude possam ser aplicados e ser úteis-animais de fuga X de luta – predado X predadores (liderança;auto-liderança  x dominância);

* Desenvolver o estímulo ao trabalho em regime de cooperação, melhorar a sinergia e a produtividade das equipes;

* Trabalhar conceitos como objetividade, atitudes do líder, identificar fatores que aglutinam os grupos, percepção de si mesmo, de seus limites e dos entraves a uma maior entrega profissional, à capacidade de fazer escolhas essenciais no trabalho e em casa;

* Melhorar a comunicação interna nas equipes;

PÚBLICO ALVO

Executivos, tomadores de decisão, dirigentes de unidades de negócio, profissionais que atuam em função do cumprimento de metas, profissionais de vendas, supervisores, chefes de equipe produtiva, pessoal de células de produção.

METODOLOGIA

Treinamento vivencial, em turmas de no máximo 10 pessoas, com material apostilado contendo informações referentes aos conceitos de cada módulo,

Demonstração prática em day camp do trabalho de horse-man-ship, conjunção homem cavalo, com base no conteúdo acima descrito, identificando em cada atitude do cavalo os paralelos entre suas respostas e situações comerciais e corporativas

Dinâmicas de Grupo,

Abordagem vivencial – simulações e exercícios.

RESULTADOS ASSEGURADOS PARA A EMPRESA

Criação de um ambiente confiável na comunicação interna.

Mudanças positivas nos Comportamentos e Atitudes das Lideranças

Liderança desenvolvida em habilidades e técnicas de gestão de pessoas

Motivação da Força de Trabalho-opção por fazer o melhor de si mesmo- sempre

Busca de Resultados Planejados e Melhoria Contínua de Processos

Prevenção de problemas individuais e coletivos no processo de comunicação.

Atenciosamente,

José Luiz Passos Jorge

O Uso do Horsemanship na formação de Lideranças Corporativas


O Horsemanship é uma filosofia na relação entre Homem e Cavalo estabelecida do ponto de vista dos cavalos.

Isso parte do reconhecimento da natureza deste animais como predados na natureza. Portanto, como animais de fuga, a emoção dominante é o medo. Eles usam sempre e tem todo o direito  de fazê-lo, o seu instinto de auto preservação.

A nossa proposta, a  partir da demonstração prática em um piquete chamado redondel, da generosa natureza e comportamento dos cavalos, e da compreensão da sua linguagem universal, é  estabelecer paralelos entre a relação de cooperação e parceria que eles mantém com os humanos há milênios e a superação de entraves à comunicação organizacional, ao desenvolvimento de lideranças maduras e cooperadoras no ambiente das empresas.

Em um módulo de “day camp” e dinâmicas de grupo no ambiente do rancho, trabalharemos conceitos como escolhas e responsabilidades, cooperarção e confiança, a natureza do líder, como exercer uma liderança motivadora que extraia das pessoas o melhor de cada um.

Junto com o cavalo vamos identificar os fatores que aglutinam os grupos, aprender a cultivar o respeito pelo outro, saber como lidar com os medos e suas respostas defensivas.

O Cavalo nos ensina a flexibilizar o pensamento, tomar decisões rápidas, a treinar a capacidade de observação, de ler sinais não verbais, estimular a intuição, respeitar o tempo dos outros e solicitar o que a empresa precisa com clareza, com gentileza e tempero verbal, ferramentas indispensáveis a potencialização da produtividade de equipes nas empresas.

Conceito da não violência: ninguém tem o direito de dizer a quem quer que seja; faça isso ou vou machucá-lo; paralelos entre cavalos e ambientes corporativos

“Você pode levar um cavalo para a água, mas não pode obrigá-lo a beber”
“Você pode levar um homem ao conhecimento, mas não pode fazê-lo pensar”

OBJETIVOS

  • Estimular os participantes a desenvolver a empatia e o respeito pelos parceiros, valorizando o trabalho em equipe, praticando em todas as situações os pilares do Horsemanship:
    feel- timing and balance
    observar os sinais e ler o ambinete
    dar o tempo de resposta que cada um necessita
    chamar para a ação com objetividade e clareza
  • Permitir pela técnica vivencial  que se identifique a partir das respostas e atitudes dos cavalos em “ground work” (trabalho de chão), situações reais no trabalho onde esses padrões de atitude possam ser aplicados e ser úteis-animais de fuga X de luta – predado X predadores (liderança;auto-liderança  x dominância);

  • Desenvolver o estímulo ao trabalho em regime de cooperação, melhorar a sinergia e a produtividade das equipes;

  • Trabalhar conceitos como objetividade, atitudes do líder, identificar fatores que aglutinam os grupos, percepção de si mesmo, de seus limites e dos entraves a uma maior entrega profissional, à capacidade de fazer escolhas essenciais no trabalho e em casa;

  • Melhorar a comunicação interna nas equipes;

PÚBLICO ALVO

Executivos, tomadores de decisão, dirigentes de unidades de negócio, profissionais que atuam em função do cumprimento de metas, profissionais de vendas, supervisores, chefes de equipe produtiva, pessoal de células de produção

.

METODOLOGIA

Treinamento vivencial, em turmas de no máximo 10 pessoas, com material apostilado contendo informações referentes aos conceitos de cada módulo,

Demonstração prática em day camp do trabalho de horse-man-ship, conjunção homem cavalo, com base no conteúdo acima descrito, identificando em cada atitude do cavalo os paralelos entre suas respostas e situações comerciais e corporativas

Dinâmicas de Grupo,

Abordagem vivencial – simulações e exercícios.

RESULTADOS ASSEGURADOS PARA A EMPRESA

Criação de um ambiente confiável na comunicação interna.

Mudanças positivas nos Comportamentos e Atitudes das Lideranças

Liderança desenvolvida em habilidades e técnicas de gestão de pessoas

Motivação da Força de Trabalho-opção por fazer o melhor de si mesmo- sempre

Busca de Resultados Planejados e Melhoria Contínua de Processos

Prevenção de problemas individuais e coletivos no processo de comunicação.

Atenciosamente,

José Luiz Passos Jorge